Denúncia de injúria racial no futsal é apurada em Itapetininga

Uma denúncia de injúria racial contra um atleta de 12 anos durante uma partida de futsal é investigada em Itapetininga, no interior de São Paulo. O caso foi relatado à organização da Copa Skill.Ed.

O torneio reúne escolas particulares da cidade, e a partida ocorreu em 2 de outubro, no Clube dos Bancários. Segundo a mãe do menino, ele disputava a competição por uma escola diferente daquela em que estudava anteriormente.

A denúncia envolve o atleta, jogadores da equipe adversária e uma professora que acompanhava os alunos. De acordo com a mãe, os envolvidos eram antigos colegas de sala do menino.

A Copa Skill.Ed informou que abriu uma apuração em 6 de outubro, com acompanhamento jurídico. O caso também motivou uma palestra sobre respeito, bullying e discriminação para atletas e representantes das escolas.

Relato da mãe sobre as ofensas durante a partida

Segundo a mãe do atleta, as provocações começaram com apelidos como “traíra” e “Judas”, usados para tentar desconcentrá-lo durante o jogo. Depois, os jogadores teriam feito ofensas racistas, incluindo “macaco” e “gorila”, conforme o relato apresentado pela família.

Uma professora que acompanhava os alunos ouviu as ofensas e pediu que os jogadores parassem, mas também teria sido alvo de agressões verbais. A mãe afirmou que o CEO da Copa entrou em quadra, afastou o menino com o braço e disse que resolveria a situação; segundo ele, a atitude buscava conter a confusão.



A mãe não estava no local quando as ofensas ocorreram, mas disse que o jogo não foi interrompido e os jogadores não foram retirados da quadra. De acordo com ela, as agressões verbais diminuíram depois da conversa, embora os alunos tenham permanecido no mesmo lugar e o filho não tenha sido ouvido como ela esperava.

Apuração da Copa Skill.Ed e medidas após a denúncia

A mãe não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas formalizou o relato por escrito diretamente com a organização do torneio. O documento foi encaminhado para registrar a denúncia de injúria racial no futsal no âmbito da competição.

Conforme a organização, a apuração foi aberta com acompanhamento jurídico e incluiu conversas com o atleta, os responsáveis, testemunhas e integrantes da equipe de arbitragem presentes na partida. A investigação busca reunir os relatos das pessoas envolvidas no episódio.

As escolas participantes foram comunicadas e tiveram acesso aos documentos do procedimento. Em fase final, a apuração será enviada à junta disciplinar, responsável por analisar os fatos e as eventuais responsabilidades conforme o regulamento do campeonato.

Após o episódio, o delegado seccional de Itapetininga conduziu uma palestra sobre respeito, bullying e discriminação para atletas, comissões técnicas e representantes das escolas. A organização declarou repudiar o racismo e outras formas de discriminação e reafirmou seu compromisso com o esporte escolar como espaço de respeito e formação.



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