Aplicativo Mira conecta mulheres com câncer de mama

Estudantes de Itapetininga, no interior de São Paulo, desenvolveram o aplicativo Mira para conectar mulheres que enfrentam o câncer de mama. A proposta é criar um espaço de apoio entre pacientes com experiências semelhantes.

Segundo as criadoras, entrevistas e pesquisas apontaram que mulheres podem se sentir sozinhas e apreensivas após o diagnóstico. A iniciativa também considera os desafios emocionais vividos durante o tratamento.

Alanis Bowen, estudante de design, participou da criação do aplicativo ao lado de Beatriz Rodrigues e Gabriela Rodrigues. A reportagem sobre o projeto foi publicada em 1º de novembro de 2026.

aplicativo Mira

Adriana Monteiro, paciente que estava na fase final do tratamento, relatou sua experiência com uma rede de apoio. A notícia aborda a proposta do Mira, a participação de mulheres e profissionais em seu desenvolvimento e a importância dos exames preventivos.

Como o Mira aproxima pacientes e ajuda na organização do tratamento

No aplicativo Mira, as mulheres podem conversar sobre o tratamento e a rotina com outras pacientes que vivem ou já viveram situações semelhantes. A proposta inclui compartilhar dúvidas sobre etapas como a primeira quimioterapia.



Alanis Bowen, estudante de design e uma das criadoras, explicou que as usuárias podem trocar dicas e relatos do dia a dia. Segundo ela, esse espaço permite abordar questões do tratamento com mulheres que passaram por experiências parecidas.

A ferramenta também foi pensada para ajudar na organização de tratamentos e medicamentos. Alanis descreveu o Mira como uma comunidade segura para que as pacientes conversem sobre esses assuntos.

Pesquisa, rede de apoio e a experiência de uma paciente

Beatriz Rodrigues contou que entrevistas e pesquisas feitas pelas estudantes indicaram que muitas mulheres se sentem sozinhas e apreensivas após receber o diagnóstico. O levantamento também apontou a falta de apoio psicológico no cotidiano durante o tratamento.

Com a orientação de professores, médicos oncologistas e mulheres que passaram pelo câncer de mama, as criadoras decidiram levar a proposta além do trabalho acadêmico e ampliar o projeto. Gabriela Rodrigues explicou que o nome Mira remete ao olhar para si e à ideia de a mulher ocupar o centro do próprio tratamento.

Adriana Monteiro, que estava na fase final do tratamento, relatou ter contado com o apoio de amigas e da irmã durante o período. Ela descreveu a jornada como tranquila e disse que essa rede de afeto foi importante para sua experiência.

A paciente também falou sobre exames de rotina, como mamografia e papanicolau, e defendeu a realização de exames preventivos. Segundo Adriana, o diagnóstico precoce ajuda “praticamente em 99%” para que o tratamento seja feito de forma tranquila.



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