As chuvas na região de Itapetininga provocaram alagamentos, interdições e elevação dos rios após o temporal de 24 e 25 de outubro de 2026. Segundo as prefeituras e as Defesas Civis, equipes atuavam na limpeza e no monitoramento dos locais afetados em 26 de outubro.
A Defesa Civil do Estado atribuiu a chuva à passagem de uma frente fria pela costa de São Paulo. O sistema favoreceu períodos de precipitação persistente e pancadas de intensidade moderada a forte.
Os transtornos atingiram Itapetininga, Ribeirão Branco, Avaré, Tatuí e outros municípios da região. Houve remoções de moradores e, em Itapetininga, duas pessoas ficaram desabrigadas, segundo a Defesa Civil municipal.

As informações divulgadas em 26 de outubro apontavam diferentes situações, de acessos e estruturas interditados a áreas alagadas e rios monitorados. As condições variavam entre os municípios, conforme os relatos das equipes locais e das prefeituras.
Alagamentos e interdição de acesso em Itapetininga
Na madrugada de 25 de outubro, o alagamento levou à interdição do dispositivo de retorno da SPD-172/270, no acesso à Rodovia Raposo Tavares, na altura do km 0. A concessionária Via Raposo informou que a limpeza foi feita às 8h05 de 26 de outubro, mas o trecho continuava fechado pelo risco de novos alagamentos.
A água se acumulou no Ramo 100, no sentido leste-oeste, e, segundo a concessionária, comprometeu as condições de segurança e circulação. O acesso permaneceu interditado mesmo após a limpeza.
A Prefeitura de Itapetininga contabilizou 110 milímetros de chuva entre 24 e 25 de outubro, período em que o nível do Rio Itapetininga subiu 1,18 metro. A administração também informou que quatro árvores caíram e foram removidas; entre setembro e outubro, o acumulado chegou a 518 milímetros, seis vezes o registrado no mesmo período do ano anterior.
Os alagamentos atingiram Vila Máximo, Vila Arruda, Portal das Figueiras, Alciati, Vila dos Pescadores, Bairros do Porto, Bairro do Porto Velho e Curuçá 2. Três pessoas foram retiradas preventivamente de suas casas e encaminhadas para a residência de parentes, enquanto a Defesa Civil fazia vistorias e prestava assistência aos moradores afetados.
Pontes, rodovias e rios afetados pela chuva
Em Ribeirão Branco, uma ponte de madeira no bairro Cachoeira cedeu durante a travessia de um caminhão carregado com toras, em 25 de outubro. A Defesa Civil municipal informou que o veículo foi retirado na manhã de 26 de outubro, mas a estrutura permaneceria interditada até ser reconstruída, sem previsão de liberação.
Em Avaré, as chuvas prejudicaram o acesso à região da Pedra Preta, na zona rural, mas a Defesa Civil informou que a passagem de veículos já estava liberada em 26 de outubro e que ainda seriam necessárias melhorias nas estradas rurais. Na região central, houve alagamentos; a água também transbordou sobre a ponte do Ribeirão Lageado. Três árvores caíram entre o Largo Santa Cruz e a Estrada 3 Coqueiros.
Um deslizamento de terra interditou a Rodovia SP-129, no km 25, entre Tatuí e Boituva. Conforme a Defesa Civil de Tatuí, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) foi ao local, que seguia fechado para avaliação técnica dos taludes; galhos também ficaram espalhados pela pista.
Em Tatuí, o nível do Rio das Pedras subiu, e a prefeitura orientou moradores próximos, especialmente no bairro dos Fragas e nas imediações do Parque Ecológico Maria Tuca, a evitar áreas de risco e margens de rios, além de não atravessar locais alagados e ter cuidado em pontes. Em Tietê, a cheia atingiu o campo de futebol do Comercial, sem registro de famílias desalojadas; no bairro Emílio Gardenal, uma cratera no fim da Rua Alfredo Melaré atingiu uma área de pastagem próxima e derrubou dois postes e três árvores de grande porte.
Ocorrências em outros municípios e passagem de frente fria
Em São Miguel Arcanjo, duas árvores caíram: uma na rodovia em direção ao bairro do Gramadão e outra no sentido do bairro Santa Cruz. Também foram registrados alagamentos na região do Rio Acima e na Estrada do Turvinho; em 26 de outubro, o Rio do Turvo permanecia acima do nível e era monitorado pela Defesa Civil, embora a água tivesse baixado em 25 de outubro.
Em Cesário Lange, alagamentos atingiram o bairro Aleluia e uma família precisou deixar a residência. Uma estrada no Jardim Alvorada foi bloqueada, enquanto o trecho da estrada rural do bairro do Turvo, onde houve queda de árvores, foi liberado; a Defesa Civil municipal mantinha o monitoramento das ocorrências.
Em Porangaba, o Rio Freio transbordou nas proximidades da Vila Pirajibu e invadiu uma casa. A família foi encaminhada para a residência de parentes, e a prefeitura informou que o nível da água havia baixado e a situação estava normalizada; em Arandu, foram registrados queda de árvore, deslizamento de terra, alagamentos e a queda de parte do muro do cemitério.
A Defesa Civil do Estado relacionou as ocorrências das chuvas na região de Itapetininga à passagem de uma frente fria pela costa paulista. Durante a atuação do sistema, períodos de precipitação persistente se alternaram com pancadas moderadas a fortes, acompanhadas por descargas elétricas e rajadas de vento; a concentração de grandes volumes em certos intervalos contribuiu para alagamentos, inundações e quedas de árvores.


