Moradora registra mosquitos que ficam ‘juntinhos’ por até 10 horas para acasalar: ‘Amor está no ar’

Um vídeo de mosquitos do amor acasalando em Itapetininga (SP) viralizou após ser publicado por Raquel Medeiros, de 43 anos. A gravação mostra os insetos unidos enquanto voam.

Conhecidos popularmente como mosquitos do amor ou mosquitos da lua de mel, eles pertencem à família Bibionidae. Segundo a bióloga e entomologista Bárbara Maria Cerqueira, tendem a aparecer mais com a chegada de períodos quentes.

Raquel publicou o vídeo na segunda-feira, 19 de outubro de 2026, depois de observar os insetos em sua casa e na residência de uma amiga. Até quinta-feira, 22 de outubro, a gravação havia passado de 30 mil visualizações.

mosquitos do amor

A repercussão levou moradores de diferentes regiões a relatarem a presença dos insetos. A explicação de Cerqueira aborda o acasalamento, a curta vida adulta e o fato de que eles não oferecem riscos às pessoas.

Registro em Itapetininga repercute nas redes sociais

Raquel Medeiros contou que nunca havia reparado nos insetos antes de encontrá-los em casa. Depois, passou a notá-los com mais frequência pela cidade.

Nas redes sociais, seguidores reconheceram o nome popular “mosquito do amor” e comentaram que também tinham visto os insetos unidos. A moradora disse que não esperava que a gravação tivesse tanta repercussão.

Ao falar sobre o comportamento, Raquel brincou que “o amor está no ar”, em referência aos insetos que voam juntos durante o acasalamento. Ela também observou que muita gente via os animais grudados sem saber por que permaneciam assim.



O que explica o acasalamento prolongado dos mosquitos

A bióloga e entomologista Bárbara Maria Cerqueira explicou que os Bibionidae são parentes dos mosquitos e das moscas. O desenvolvimento desses insetos é influenciado pela temperatura: quanto mais quente, mais rápido eles se desenvolvem.

Segundo Cerqueira, o período mais quente favorece a aparição dos insetos e torna comum encontrá-los acasalando. A reprodução é justamente o comportamento que costuma chamar a atenção quando eles são vistos unidos.

O acasalamento pode durar cerca de dez horas, enquanto o macho transfere esperma para a fêmea. Depois da primeira cópula, ele libera uma espécie de bolsa de armazenamento vazia e pode produzir outra, o que permite que volte a acasalar em seguida.

Mesmo depois do acasalamento, o casal pode continuar unido por vários dias. Em períodos de muito calor, os adultos vivem por cerca de 15 a 20 dias no máximo, e há registros de algumas espécies que ficam atracadas por quatro dias.

Insetos não picam e contribuem para o ambiente

Bárbara Cerqueira afirmou que os mosquitos do amor não picam as pessoas nem oferecem riscos à saúde humana. A bióloga também explicou que os adultos se alimentam de néctar e costumam ficar perto do chão.

Esses insetos contribuem para a polinização e para o acúmulo de húmus no solo, segundo a entomologista. Por isso, a especialista descreveu a presença deles como vantajosa para o ambiente.

Os Bibionidae costumam viver em áreas arborizadas, mas ventanias podem carregá-los para outros locais. Como não voam muito bem, tendem a permanecer perto do lugar onde a larva nasce, da oferta de alimento e de outros indivíduos; a fêmea também fica nas proximidades para facilitar o encontro com o macho.



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