Nível do Rio Itapetininga cai pela metade e prefeitura faz mutirão para recolher móveis danificados

O nível do Rio Itapetininga recuou após a cheia que alagou áreas rurais de Itapetininga, no interior de São Paulo. Segundo levantamento divulgado pela prefeitura em 19 de outubro de 2026, a redução levou ao início de um mutirão para recolher móveis e outros itens danificados.

A inundação ocorreu após chuvas intensas em setembro, mês em que o município registrou precipitação considerada histórica pelo Sindicato Rural de Itapetininga. O volume de chuva contribuiu para a elevação do rio e os alagamentos.

Mesmo com a baixa, três pontos do bairro Alciati permaneciam alagados, e os moradores ainda não podiam voltar para casa, segundo a prefeitura. A cheia também atingiu áreas de Itapetininga e da vizinha Sarapuí.

Rio Itapetininga

A recuperação inclui o recolhimento de objetos perdidos e a limpeza das áreas afetadas. Os danos também alcançaram o Porto de Areia, enquanto a Defesa Civil estadual alertou para a possibilidade de retorno do tempo instável em regiões de São Paulo.

Queda do nível do rio e áreas que continuam alagadas

O levantamento municipal divulgado em 19 de outubro apontou que o Rio Itapetininga estava a 3,5 metros, após o nível cair pela metade. Antes da redução, o curso d’água havia subido seis metros acima do normal.



Segundo a prefeitura, a cheia alcançou 15 áreas e afetou 380 imóveis e 150 moradores. Os números municipais mostram a extensão dos alagamentos em Itapetininga.

A Defesa Civil estimou que 378 casas foram atingidas desde o início do período de chuvas fortes, na primeira quinzena de setembro. Duas pessoas ficaram desabrigadas e foram acolhidas pela prefeitura.

Mutirão de limpeza e impactos da cheia na região

Para retirar móveis e outros objetos danificados, a prefeitura organizou um mutirão de recolhimento. A orientação aos moradores é deixar os materiais em frente às casas, para que as equipes façam a retirada e o descarte adequado.

O Sindicato Rural de Itapetininga registrou 358,1 milímetros de chuva em setembro. O volume foi considerado histórico no município e contribuiu para a elevação do rio.

Na região do Porto de Areia Uniareias, o transbordamento avançou sobre a área de várzea e alcançou uma cava de escavação com aproximadamente 35 metros de profundidade. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que a água atingiu o local.

A cheia também afetou bairros de Sarapuí, onde o nível do rio chegou a quatro metros acima do normal. A prefeitura monitorou seis casas, e moradores deixaram as áreas atingidas em busca de um local seguro.



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